sexta-feira, 30 de novembro de 2007

À sexta há bonecos para todos

Potter Puppet Pals in "The Mysterious Ticking Noise" - um sucesso no YouTube, visto mais de 25 milhões de vezes.

Mais vale prevenir que reparar

Há mensagens e informações que é obrigatório partilhar com os amigos. Esta é impressionante, principalmente porque se aproxima o Natal e há sempre uma maior predisposição para consumir e gastar.

Se todos os vendedores fossem assim havia maior confiança no mercado de portáteis.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

PS e PSD vão alterar a lei eleitoral das autarquias

O PS e o PSD preparam-se para alterar a lei eleitoral das autarquias por meio de um acordo que já mereceu a crítica unânime dos restantes partidos representados na Assembleia da República, PP, PCP e BE, que os acusam de “tentar obter por decreto o que as urnas não lhes dão”.
As alterações que os dois partidos do “bloco central” têm vindo a discutir, e se preparam para aprovar ainda antes do Natal, reforçam os poderes da figura do Presidente da Câmara que poderá escolher livremente os vereadores de entre os eleitos da Assembleia Municipal.
O órgão deliberativo e fiscalizador da acção do executivo terá maior margem de manobra para aprovar uma moção de rejeição obrigando assim à queda da Câmara e à convocação de eleições intercalares.
O acordo negociado visa essencialmente a constituição de executivos sempre maioritários uma vez que o partido vencedor das eleições terá direito a metade da vereação mais um.
É intenção dos dois partidos subscritores do acordo aplicar a nova lei nas autárquicas de 2009.
Helena Roseta, vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, em declarações ao semanário Sol criticou o acordo referindo que a confirmar-se “será um rude golpe na democracia representativa”.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

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(Aviso - fjlima - panoramio.com)

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Desenvolvimento humano em regressão


Se fosse o índice do preço dos combustíveis, o índice dos preços dos automóveis, ou mesmo o índice do salário mínimo, é garantido que nem tocávamos no assunto.
Agora deste não esperávamos uma queda ainda que ligeira. Este índice vinha a subir desde 1975 e marcava uma progressão de que só nos poderíamos orgulhar, como país e como sociedade desenvolvida e solidária.
Medido em intervalos quinquenais o ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO referente ao período de 2000-2005 foi hoje divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e mostra que, do grupo dos países com desenvolvimento humano considerado elevado, Portugal foi o único a baixar aquele indicador: 0,897 em 2005, quando no ano 2000 tinha sido de 0,904.
Este índice é calculado com base em indicadores estatísticos nacionais como a esperança média de vida, a alfabetização dos adultos, os níveis de instrução, e indicadores de rendimento, entre outros.
Baixar mesmo, a acompanhar Portugal no movimento descendente, estiveram vários países africanos como o Chade ou o Zimbabwe.
E nós a pensar que licenciados a trabalhar nas caixas dos supermercados era um sinal de desenvolvimento do país. Afinal não é.

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("Pesquero" - Francis Woo - panoramio.com)

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Desmistificar o Orçamento

O Orçamento de Estado(OE) para 2008 foi aprovado sem praticamente ser discutido. A maioria absoluta do Partido Socialista permite-lhe aprovar o que quer que seja sem necessidade de cedências.
A oposição, em especial o PSD, agora liderado pelo ex-defunto Santana Lopes (SL), deixa-se enredar em estratégias retóricas que desviam o cerne da discussão para temas do passado em vez de se discutir o presente e o futuro. Qualquer crítica ou questão colocada por SL é imediatamente bombardeada e não chega a ser respondida.
Aliás, por aquilo que se apreende nos discursos, nos comunicados e nas respostas às questões dos jornalistas, especialmente na televisão, o Governo é infalível, nunca se engana e os seus números e análises é que são sempre os verdadeiros.
E no entanto, fora do meio político, no espaço da blogosfera, encontramos análises profundamente (im)pertinentes sobre o OE, como esta, que transcrevemos com a devida vénia do blogue ClassePolítica:

«As receitas provenientes dos impostos Directos e Indirectos arrecadadas pelo governo PSD/CDS em 2004, somaram 28.389 milhões de euros. Em 2007 estas receitas, dos mesmos impostos, totalizaram 34.557 milhões de euros. Uma diferença portanto de 6.168 milhões de euros. Este montante representa 4,6% do valor do PIB de2004.
Isto significa, muito simplesmente, que o Défice real de 2004 (com todas as receitas extraordinárias) que ascendeu a 5,2%, seria reduzido para apenas 0,6% do PIB se pudesse contar com igual montante de receitas de impostos que hoje é cobrado aos portugueses. Sem contarmos sequer com as múltiplas receitas extraordinárias das desorçamentações e venda de património praticado pelo governo de Sócrates ou ainda as receitas provenientes dos cortes sociais que impôs aos portugueses constata-se, quanto elevado é o grau de desgovernação económica deste País e quanto falaciosa, mistificadora e miserável é a campanha que apresenta como grande triunfo do governo a redução do Défice em 2007 para 2,4% do PIB.
Mérito seria seguramente se tal redução fosse obtida em iguais condições às que recebeu quando tomou posse, sem aumentos de impostos e sem os cortes sociais que empobreceram e diminuíram a qualidade de vida dos cidadãos.»


Uma análise que choca pela simplicidade. Era uma argumentação deste género que gostávamos de ter ouvido na Assembleia da República. Não só não se ouviu nada parecido, como a ideia com que ficamos é a de que os deputados têm cada vez mais dificuldade em pensar pela própria cabeça. Tanta obediência e disciplina partidária só produz gente semi-anestesiada.

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(Marina - Guzan / panoramio.com)

domingo, 25 de novembro de 2007

VRSA na imprensa

Algarve e Andaluzia juntos no turismo
«Apostar numa promoção conjunta do Algarve e Andaluzia como destinos turísticos de excelência foi uma das ideias a reter do III Fórum Empresarial sobre Relações Económicas Transfronteiriças entre Andaluzia/Algarve e Alentejo.
O encontro decorreu em Vila Real de Santo António, na sexta-feira. Os especialistas convidados debateram as relações económicas das áreas de Agricultura e Pescas, Imobiliária, Turismo e Energias e Meio-Ambiente em mesas sectoriais a decorrer em simultâneo.»

(Notícia completa no Observatório do Algarve)

Memorial gastronómico
«De 30 de Novembro a 9 de Dezembro, o atum será uma das principais atracções, mas os 11 restaurantes que aderiram prometem mais algumas surpresas, entre as quais algumas receitas que se perderam no tempo e que foram agora recuperadas...»
(Notícia completa no Jornal do Algarve)

PS acusa PSD de querer “fazer política com a saúde”
«Entre essas novas condições, os socialistas apontam o dotar dos serviços de urgência básicos de Lagos, de Albufeira, de Loulé e de Vila Real de Santo António de RX digitalizado e electrocardiógrafos com desfibrilhadores.»
(Notícia completa no Barlavento)

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

HDF já opera cataratas

O Hospital Distrital de Faro despertou para a reanimação do Serviço de Oftalmologia. Em comunicado publicado na sua página da Internet aquela unidade do Serviço Nacional de Saúde refere que “desde o dia 20 de Outubro, até à presente data, esta equipa já realizou 90 consultas, tendo efectuado no passado dia 3 as primeiras 40 cirurgias”.
No momento em que publicamos este artigo é muito provável que o número de intervenções cirúrgicas às cataratas seja muito maior do que o referido.
As consultas e os tratamentos estão a decorrer com recurso a especialistas de outra região do país e processam-se a ritmo acelerado.
É sem dúvida uma boa notícia que vem ao encontro das necessidades da população algarvia que há longos anos (4, 5, 6) aguarda por intervenções quase “milagrosas” e que não duram mais do que 20 a 30 minutos, tendo os doentes alta imediata.
Alguns doentes de Vila Real de Santo António, que se encontravam em lista de espera, foram já chamados e operados enquanto outros têm as intervenções já agendadas
A questão que se coloca é simples e directa: porquê só agora a administração do hospital se lembrou de tomar esta iniciativa?
Não temos qualquer dúvida que se trata da resposta da máquina partidária do Partido Socialista à iniciativa da autarquia de VRSA de enviar doentes para Cuba, ao abrigo do acordo de geminação. A projecção mediática das imagens dos doentes portugueses a embarcar no avião para serem tratados no país de Fidel colocou em causa toda a política governamental do sector da saúde e deixou a nu a mascarada que envolve a gestão e divulgação das listas de espera do SNS.
Não tardará muito até o ministro da Saúde vir às televisões dizer que no Algarve não há doentes com cataratas em lista de espera e que as viagens a Cuba são feitas apenas com objectivos políticos.
Neste blogue analisámos a questão das viagens a Cuba de uma forma desinteressada mas defendemos que em Portugal era possível resolver o problema a custos menores.
À margem de quaisquer polémicas, a iniciativa de Luís Gomes, que colheu inúmeros elogios da maior parte da opinião pública nacional, teve o mérito de contribuir de uma forma clara para o despertar do Governo para um problema que atinge grande parte dos idosos do nosso país.
Deste episódio, o Governo ficou com a sua imagem claramente machucada, Luís Gomes obteve uma notoriedade que lhe poderá ser preciosa no futuro, mas os grandes ganhadores são sem dúvida os doentes algarvios que aguardavam (e muitos ainda aguardam) os tratamentos a que têm direito.

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(Apeadeiro - Ivo_23 / panoramio.com)

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Futebol impróprio para cardíacos

A selecção nacional classificou-se para o Europeu de 2008. À boa maneira portuguesa deixámos o trabalho mais importante para a última hora. Daqui a uns dias ninguém se lembra da ansiedade vivida até aos últimos minutos da partida, pois um país inteiro sabia que um golo do adversário faria o trabalho de ano e meio ir por água abaixo.
Desta vez o público portou-se à altura das circunstâncias e não deixou de apoiar a equipa. Nestas coisas do apoio parece-nos que o povo do norte é mais solidário e mesmo quando a selecção perde ou joga mal não deixa de apoiá-la. Provavelmente alguns dos assobios que se ouviram hoje, dirigidos a um ou outro jogador menos feliz, vieram da parte de alguns adeptos oriundos da zona de Leiria que no sábado mais parecia estarem a apoiar a Arménia.
O público do sul é mais do estilo ou oito ou oitenta. Os espectadores-adeptos são como meninos mimados que não admitem ser contrariados. Quando a sua equipa ganha tem de ser por muitos, se os golos tardam desdobram-se em apupos, numa forma muito sui generis de incentivar os nossos jogadores a correrem atrás da bola.
Em Inglaterra, na Escócia, na Holanda e em muitos outros países, quando as respectivas selecções nacionais jogam o público canta, grita, aplaude numa corrente de apoio contagiosa, independentemente do resultado ser favorável ou contrário.
Por cá ainda estamos na fase de treino do público, no período de aprendizagem de comportamentos de massas, em que um locutor de serviço berra na aparelhagem dos estádios o nome de Portugal para que o público repita sem se enganar. É feio, deselegante e pouco ou nada desportivo.
Apesar de tudo o objectivo foi alcançado. Jogadores, técnicos e dirigentes estão de parabéns.

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(Chameleon in Algarve - joseatom / youtube.com)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Águas de Outono

(Outono, Jacob Philipp Hackert, 1784)
O Outono está aí em força, uma temperatura amena convida-nos a sair de casa mesmo com o incómodo da chuva. Apesar de detestada por uma população convertida aos hábitos urbanos de uma pequena cidade como VRSA a chuva é um bem demasiado precioso para que possamos prescindir dela.
As barragens de Odeleite e do Beliche dependem desta chuva de uma forma quase assustadora. Um ou dois anos de seca consecutivos podem paralisar os sistemas de abastecimento de água com o consequente colapsar dos sistemas que lhe estão directamente associados como é o caso dos esgotos.
O português, por natureza, tem uma mentalidade pouco habituada ao trabalho preventivo. Ao longo dos anos “especializámo-nos” na arte do desenrascanço e assim vamos sobrevivendo. Estamos mais próximos da cigarra do que da formiga. Privilegiamos o imediato e desprezamos o longínquo. E isto passa-se na maior parte das áreas onde nos envolvemos. Na economia, investimos para obter lucro no mesmo ano ou no ano seguinte; na saúde mais vale curar do que prevenir; na política o que conta é o momento e não o trabalho persistente, de base, o diálogo persistente e o porta a porta; na educação o importante é a imagem e não o conteúdo; e os exemplos podiam continuar sem fim à vista.
VRSA é um concelho pequeno e limitado territorialmente de uma forma que impossibilita quase totalmente o crescimento urbano. O Guadiana a nascente, um sistema protegido de esteiros e sapais a norte e uma mata litoral de pinheiros a sul configuram uma pequena península, preenchida actualmente por um conjunto urbano razoavelmente ordenado e organizado.
A diferença relativamente a outros concelhos do Algarve e à vizinha Ayamonte só pode fazer-se de duas formas – incrementando a qualidade de tudo aquilo que temos ou inovando e introduzindo novos elementos que garantam a afluência de um turismo de qualidade.
Querermos ser iguais aos outros em número de habitações será sempre uma batalha perdida. Necessitamos de investimentos privados de qualidade mesmo que de média dimensão. Custa a aceitar, por exemplo, que nas publicações de qualidade dedicadas à restauração não haja um único local recomendado.
Quanto às instituições públicas, destacamos o centro de saúde como exemplo de um serviço que deveria funcionar de forma modelar, um local onde a população pudesse acorrer e ter uma consulta na hora. Por vezes a melhoria dos serviços passa pela modificação de pequenos pormenores a nível da gestão.
Aqui é de reconhecer a notável melhoria dos serviços administrativos da autarquia que, mesmo confinados a um espaço bem reduzido, conseguem apresentar um atendimento moderno e funcional. É de assinalar também o labor desenvolvido na recuperação do mobiliário urbano, designadamente as floreiras-bancos e todos os bancos dos jardins de VRSA e Monte Gordo que actualmente exibem um ar bem diferente daquele que assinalámos neste blogue em Janeiro.
Parecem pequenos pormenores mas todos associados contribuem decididamente para a melhoria da qualidade de vida dos vila-realenses e até dos turistas que nos visitam.
E é aqui que voltamos ao tema da água – fulcral quanto a nós. Seria da maior importância dispor de um sistema autónomo e alternativo de abastecimento de água relativamente ao actual. Tecnicamente não é impossível e a água existe no velho lençol freático do pinhal de VRSA que sempre abasteceu a cidade. Nem que esse sistema alternativo de água de menos boa qualidade servisse apenas para garantir os banhos e o funcionamento dos esgotos da cidade em tempo de seca ou avarias prolongadas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

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( VRSA - anicetorubiales / panoramio.com)

domingo, 18 de novembro de 2007

VRSA na imprensa

Luís Gomes destaca vinte principais obras realizadas na primeira metade de mandato
«Nestes dois primeiros anos de mandato o executivo camarário já implementou um conjunto de projectos e obras que, pela sua urgência ou pela importância infraestrutural, permitiram um desenvolvimento ímpar para o Concelho de Vila Real de Santo António», observa o autarca social-democrata.»

(Notícia completa no Barlavento)


Lancha furtada tinha sido apreendida há três anos
«A embarcação, apurou o CM, fora apreendida há cerca de três anos a favor da Marinha, depois de ter sido detectada na sequência de um desembarque de estupefacientes ocorrido na zona de Monte Gordo.»
(Notícia completa no Correio da Manhã)


Natal: Câmaras da região transformam 1,6 milhões de euros em luz
«...Vila Real de Santo António (230 mil euros), onde um sino com 22 metros de altura na Praça Marquês de Pombal promete reunir muitos visitantes.»
(Notícia completa no Correio da Manhã)

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Ver e aprender à sexta

Moscas fora de prazo



(foto wikipedia)

Dantes as moscas infernizavam-nos a vida até à altura da Feira da Praia, nos meados de Outubro. Quando alguém se queixava, os mais antigos, com a certeza de quem sabe o que diz, uma convicção adquirida em muitos anos de experiência, diziam “é só até à Feira, depois desaparecem”.
Mas os tempos mudam e as moscas mudam, tal como muita gente que também muda. Nas últimas semanas as moscas têm invadido todos os locais onde encontram uma janela aberta. E reproduzem-se a um ritmo estonteante. O que nos vale é que o seu ciclo de vida está limitado a 25-30 dias.
O calor tem a sua quota-parte de responsabilidade no assunto. Felizmente que a temperatura já começou a baixar para os valores normais desta época do ano. Esperemos que a Natureza resolva o problema por si própria.
Entretanto, espalhe pela casa tigelas com cascas frescas de limão e laranja misturadas com cravos secos, pode ser que ajude a afastar os indesejáveis mas democráticos insectos.


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(VRSA desde Espanha - pablo anguita / panoramio.com)

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

O mistério da branca lancha do mar

(Costa marroquina, imagem recolhida em panoramio.com)
Vila Real de Santo António mantém a tradição de terra de grandes notícias. Notícias bem castiças, daquelas que prendem a atenção dos leitores e obrigam ao inevitável comentário, proferido de preferência na presença de alguns amigos com quem se partilha o jornal, nesta época de carestia de vida e crise anunciada nos mercados financeiros americanos, problema que mantém sem dormir muito boa gente desta cidade.
Estampada a cores no Correio da Manhã a notícia não podia ser mais insólita: na noite de terça para quarta-feira levaram uma lancha branca com motor de 220 cavalos do interior do porto de recreio de VRSA, propriedade da Polícia Marítima. Por outras palavras, a polícia foi roubada. Se fosse em terra era como se os ladrões tivessem levado um carro da PSP ou um cavalo da GNR.
Num porto onde a nossa Marinha tem um cais reservado com acesso directo, o desaparecimento agora verificado continuará envolto em mistério até à recuperação da embarcação, acontecimento mais que improvável pois a esta hora já deve estar em Marrocos, bem recolhida e os autores da proeza bem enxutos. No caso em apreço, nem as câmaras de vigilância serviram para nada, foi como se tivessem uma... branca.
Não há muito tempo, uma outra lancha utilizada pela Capitania de VRSA sofreu um acidente ao embater em seco no decurso duma perseguição a alta velocidade. Não há dúvida que a Polícia Marítima está em maré de azar.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007


Very Funny - Funny bloopers are a click away

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(Igreja, VRSA - elereje / panoramio.com)

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Melhorar o Orçamento Participativo

Tiveram início recentemente as designadas reuniões do “Orçamento Participativo” (OP) para 2008 da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António que irão decorrer ao longo dos meses de Novembro e Dezembro.
Em cada sessão os munícipes são convidados a debater os projectos e a apresentar sugestões que possam vir a ser incluídas no orçamento da autarquia e no Plano de Obras.
A iniciativa repete a experiência do ano transacto e enquadra-se numa nova filosofia de relacionamento entre eleitos e eleitores, que procura dar um sentido novo à participação das pessoas, interpela a acção governativa dos poderes públicos e, em última instância, contribui para reforçar a própria democracia.
Tratando-se de uma forma de gestão partilhada do município, sendo por isso digna de todos os elogios, seria interessante que aos participantes fossem dadas melhores condições de participação e decisão. Para isso seria determinante a apresentação dos documentos financeiros da autarquia relativos a 2007 – as Grandes Opções do Plano, o Orçamento e o Plano de Actividades.
Com tais instrumentos nas mãos os munícipes e as associações locais poderão compreender melhor o funcionamento da autarquia e apresentar propostas devidamente estruturadas ou criticar opções e gastos que considerem desnecessários.
É que mesmo que uma associação ou munícipe interessado queira consultar tais documentos na página da Internet da autarquia a única coisa que encontra são os documentos referentes a 2005 e 2006. E todos concordarão que com melhor informação o debate sai reforçado.

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(Jardim da Marina do Guadiana - Paulo Francis / panoramio.com)

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Linhas de navegação

Hoje propomos uma visita ao excelente blogue temático do nosso conterrâneo Mario Rolla. Trabalho, persistência, tenacidade, dor, sacrifício, dedicação, alegria, são alguns dos elementos preponderantes nas imagens que se veem com prazer neste espaço fotográfico dedicado ao Desporto.

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(Gabinete de Turismo - Martin Guiver / panoramio.com)

domingo, 11 de novembro de 2007

VRSA na imprensa

Novo camping em Tavira deverá travar caravanismo selvagem no Sotavento
«A localidade de Cabanas de Tavira vai ter um parque de campismo e caravanismo classificado na categoria de três estrelas. O equipamento será uma alternativa ao concorrido camping da Ilha de Tavira, lotado durante quase todo o Verão, e permitirá colocar um ponto final ao caravanismo selvagem que se verifica nos concelhos de Vila Real de Santo António, Castro Marim e Tavira, em especial nos estacionamentos junto às praias ou nas imediações da Ria Formosa.»

(Notícia completa no Barlavento)


Domínio africano nas X Milhas do Guadiana
«Com partida de Vila Real de Santo António e chegada ao Estádio de futebol em Ayamonte, disputou-se no calorento domingo 4 de Novembro, mais uma edição das X Milhas do Guadiana. Com a presença do vencedor do ano passado Alberto Chaiça da Conforlimpa - que no aquecimento fez o percurso no sentido inverso - e da nata do atletismo algarvio liderada pela Casa do Benfica de Faro, os atletas africanos presentes nesta prova não deram quaisquer hipóteses aos demais concorrentes e alcançaram as três primeiras posições com tempos abaixo dos 50 minutos, para os 16, 090 kms. da prova que ligou aquelas duas cidades raianas. »
(Notícia completa no Região Sul)

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Estrada da Ponta da Areia: a gata borralheira do concelho


O concelho de Vila Real de Santo António tem uma gata borralheira. Não de carne e osso, mas de pedra e asfalto.
Na história infantil a gata borralheira era a enteada que trabalhava. Sempre mal vestida, descalça, de vassoura na mão, mal podia espreitar à janela. Numa linguagem mais social, seria a representante do sector produtivo. No plano dos benefícios era a mais maltratada.
Ora VRSA, no que à rede viária respeita, tem uma estrada que cumpre exemplarmente o papel da gata borralheira – a Estrada da Ponta da Areia. Esta via sempre esteve associada ao sector produtivo do concelho. Por ela passaram gerações e gerações de vila-realenses a caminho de fábricas, armazéns e estaleiros. Ainda passam. Na sua berma instalaram-se algumas das mais representativas unidades fabris do concelho. Algumas ainda lá estão, a Litográfica, os mármores, os novos estaleiros de fibra de vidro, a mais recente, uma unidade da área dos desportos náuticos, combina os serviços de parqueamento e manutenção de embarcações.
Esta estrada de cerca de 1000 metros de extensão é percorrida diariamente nos dois sentidos por centenas de viaturas que procuram o molhe da barra do Guadiana ou as praias de Santo António e dos Três Pauzinhos. Não podemos esquecer também os restaurantes e bar junto à rotunda que marca o final desta via municipal.
Serão vinte, trinta anos? Não conseguimos recordar a última vez que a Estrada da Ponta da Areia sofreu obras de beneficiação. Actualmente apresenta um estado lamentável que nada abona a favor dos responsáveis pela sua manutenção ou requalificação. Melhor do que palavras, a visita ao local permitirá observar e constatar aquilo que dizemos.
No conto popular a gata borralheira foi recompensada pelo príncipe, rico e poderoso. Na história actual imaginamos que a estrada da Ponta da Areia será requalificada quando o PPA, leia-se Plano da Ponta da Areia, for aprovado, e aparecer um “investidor” rico e poderoso (os príncipes do nosso tempo) a, magnanimamente, mandar asfaltar a velha artéria.
Até lá a nossa gata borralheira continuará a suportar os desmandos da madrasta, neste caso a câmara municipal.

Nota final: Este apontamento ganhou espaço e vida própria ao tomarmos conhecimento de concursos públicos lançados pela autarquia para a beneficiação da Estrada da Mata e Avenida das Comunidades Portuguesas e da Rua dos Combatentes da Grande Guerra. Mais uns centimos e a gata borralheira ficava de cara lavada.

Hoje, 100 dias, 100 noites



(Sharon Jones & The Dap-Kings "100 Days, 100 Nights")

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(Faro - Capital da Segurança no Trabalho, clique na imagem para aumentar e ler a bandeira - foto enviada por leitor)


quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Autarquias e transportes gratuitos

A presença nas nossas estradas de autocarros e carrinhas propriedade das autarquias é um fenómeno tão vulgar que nem sequer pensamos em questionar-nos sobre a justificação de tal facto.
Pelo menos em Portugal é assim. Algumas autarquias possuem mais veículos de transporte que grande parte das empresas privadas de transporte rodoviário que escapam ao monopólio Barraqueiro.
Diariamente, ao longo deste pequeno (em tamanho) grande (em gastos públicos) país, milhares de viaturas das autarquias locais prestam serviço gratuito a dezenas de milhares de portugueses. Umas vezes por imposição das leis, como no caso dos transportes escolares, outras vezes por iniciativa das respectivas câmaras municipais, milhões de euros são consumidos diariamente em CO2, combustível, trabalho, seguros e sabemos lá que mais.
Deve ser um dos mais emblemáticos sectores empresariais de sucesso do Estado. Pagam todos os portugueses, viajam legitimamente os estudantes necessitados, para cumprirem a escolaridade obrigatória (precisamente por isso, por ser obrigatória), beneficiam todos os outros, novos e velhos, exaurindo os cofres sem fundo do Orçamento que persiste em ser negativo, o que faz com que todos paguem mais impostos e recebam aumentos menores, quando os há.
Não há pequena empresa de transportes que sobreviva a esta concorrência desleal do sector público municipal, Não é possível a uma empresa privada apresentar um orçamento competitivo ou sequer inferior ao oferecido gratuitamente pelas autarquias. A mentalidade que impera é “o dinheiro vem do Estado, se o não gastamos nós outros o farão”.
Este é apenas um pequenino exemplo de um sector que podia ser inteiramente do sector privado, à semelhança do que acontece aqui ao lado, em Espanha. O nosso modelo é asfixiante, estrangula o crescimento de qualquer pequena ou média empresa de transportes públicos. Por isso não as vemos. Por isso só sobrevivem os monopólios como o grupo a que pertencem Eva e Renex, para falarmos apenas daquelas que por aqui passam. Em Espanha as pequenas e médias empresas de transporte florescem num dinamismo impressionante que não tem custos directos para o Estado. Sem querermos convencer ninguém, temos a ligeira impressão que a economia espanhola funciona, cresce e o país progride, ao contrário da estagnação em que Portugal vegeta. E contudo, parece que desta forma somos todos felizes. A nossa filosofia de vida, com séculos de tradição, entende que o Estado existe para nos servir a título individual.
É uma perspectiva de vida suicida a longo prazo. Gastamos o que temos hoje mas hipotecamos o futuro. Deve ser por isso os portugueses fazem cada vez menos filhos. Sabem bem que não vai sobrar muito para eles.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

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(Homenagem ao Pescador - Martin Guiver / panoramio.com)


terça-feira, 6 de novembro de 2007

As vias rápidas com “A” de auto-estrada

A tragédia abateu-se repentinamente sobre inúmeras famílias da região de Castelo Branco. Desta vez foram duas viaturas. Por vezes nem são precisas duas. Uma distracção, uma pancada de sono, uma falha mecânica e o caos dos ferros retorcidos ocupa os telejornais das nossas estações de televisão horas a fio.
No dia seguinte faz-se o branqueamento de possíveis causas técnicas do acidente. Um sujeito com ar de entendido na matéria, legendado como administrador-delegado das Scutvias, diz coisas deste género: «esta [estrada] foi especialmente cuidada no seu traçado (...) nós não temos rectas planas muito extensas, temos a preocupação de ter curvas suaves (...) para evitar a monotonia e o adormecimento.» Nada melhor para as concessionárias e para o Estado que a culpa ser a tradicional “falha humana”, quando a própria designação da estrada – uma via rápida – como auto-estrada A23 é já de si criminosa.


«Esta curva aqui é uma curva com 900 metros de raio, que é curva para grandes velocidades (...) perfeitamente segura para a velocidade de 120», e nós a ver a suavidade da curva para grandes velocidades, e os condutores a sentirem-se seguros porque viajam numa “A” qualquer coisa que a breve trecho passará a ser paga, com cabines de portagem e tudo.
Esta classificação bem portuguesa (da responsabilidade dos governos PS e PSD) que rotulou as vias rápidas como auto-estradas é um dos maiores logros de sempre perpetrado às claras, com a conivência passiva de todos os que deviam desmascarar a trama no capítulo técnico já que no domínio político–económico é relativamente fácil encontrar argumentos para pôr os utilizadores a pagar.
Sempre nos ensinaram que uma auto-estrada distinguia-se de uma via rápida por determinadas características como a largura mínima das bermas e das faixas de rodagem, o grau de curvatura das curvas (passe a redundância), o sistema de valas separadoras, os cruzamentos e acessos, entre outras. Uma via rápida pode ser praticamente igual a uma auto-estrada mas basta não cumprir com uma das normas que regem as auto-estradas para já não poder entrar nesta categoria. Isto passa-se na maior parte dos países onde o Estado existe para servir a população e não para se servir a si próprio.
Ainda hoje deram-se mais acidentes mortais na A22, aqui mesmo no Algarve. As causas não interessam. O importante para o Governo é que nesta estrada talhada para 120 km/h, com curvas apertadas, declives acentuados, um murete separador a 30 cm da faixa de rodagem, com acessos como o de Monte Gordo / Praia Verde, possa vir a cobrar-se rapidamente a portagem salvadora das SCUTs.
Neste momento é de suspeitar que os arranjos previstos para a EN 125 se destinem a criar a “alternativa” necessária para a instituição das portagens anunciadas.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

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(Foz do Guadiana / Wikipedia)

domingo, 4 de novembro de 2007

VRSA na imprensa

Vencimentos nas empresas municipais: Gestores ganham tanto como eleitos
«Não são eleitos mas ganham tanto como os políticos que gerem as autarquias. Em Portimão e Faro há administradores executivos de empresas municipais com vencimento equivalente ao de presidente da Câmara. Na generalidade das restantes autarquias recebem o mesmo do que os vereadores a tempo inteiro. [...] A mesma bitola é usada pelas autarquias de Tavira, Loulé e Vila Real de Santo António no que respeita a administradores remunerados, segundo apurou o CM junto dos respectivos presidentes de Câmara.»

(Notícia completa no Correio da Manhã)

Comércio de Vila Real de Santo António vai ter novas regras

«Os expositores exteriores e os actuais toldos e letreiro têm os dias contados As cadeiras e mesas de plástico nas esplanadas também irão desaparecer – O novo regulamento impõe muitos condicionalismos e deverá estar aprovado antes do final do ano.»

(Notícia completa no Jornal do Algarve)


Parque infantil inaugurado em Vila Nova de Cacela
«O novo parque Infantil de Vila Nova de Cacela, situado na Urbanização Villas de Cacela II, foi inaugurado ontem, 29 de Outubro, pelo edil da autarquia de Vila Real de Santo António. A obra custou 200 mil euros.»

(Notícia completa no Região Sul)

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(Tardes douradas no Guadiana)

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

O “sombrinhal” já é zona livre

Factos são factos. A Câmara Municipal está a conseguir manter a zona envolvente do Apeadeiro da CP e do antigo Posto Aduaneiro em zona liberta do estendal de ferros e sombrinhas que há vários anos desfigurava o local.
Logo após a realização da Feira da Praia assistimos ainda a uma tentativa por parte dos vendedores de reinstalarem o “sombrinhal” mas, desde há alguns dias que o terreno se encontra desimpedido, permitindo apreciar a arquitectura do edifício da alfândega que recentemente sofreu obras de beneficiação.
Há semanas atrás, numa sondagem aqui realizada, os leitores do blogue não acreditavam na possibilidade da câmara aproveitar a ocasião da Feira para resolver de vez a questão. Enganaram-se. Até ver, o problema parece estar resolvido.
A medida agora tomada merece o aplauso de todos nós e contribui significativamente para dar uma imagem mais de acordo com uma cidade turística possuidora de uma zona histórica que vale sobretudo pelo conjunto arquitectónico-urbanístico.
No caso em apreço, o edifício que ganhou nova visibilidade, não sendo pombalino, faz parte do património edificado do século XX e é sem dúvida um dos locais amplamente fotografado pelos turistas que nos visitam.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Para além das palavras

1. A televisão diz-nos que morreu hoje com 92 anos o piloto Paul Tibbets, comandante do bombardeiro norte-americano B-29 que lançou a primeira bomba atómica da história, na cidade japonesa de Hiroshima. Na explosão de 6 de Agosto de 1945 morreram perto de 100 mil pessoas. Entrevistado em 1975, Tibbets referiu não se sentir orgulhoso das mortes provocadas mas garantiu dormir tranquilamente em cada noite da sua vida.
A televisão em novo apontamento, alinhado imediatamente após a referência a Hiroshima e Nagasaki, mostra um grupo de estrelas de cinema dos Estados Unidos a tentar impedir em pranchas de surf a matança de centenas de golfinhos que se processa numa vila de pescadores do Japão.
A sequência de notícias não é fruto do acaso. Parece procurar relevar o crime atómico cometido contra a população civil mostrando a falta de escrúpulos de meia dúzia de pescadores japoneses.

2. Há muito tempo que não assistíamos a tanto desnorte nas fileiras do PS. Bastaram meia dúzia de sondagens com resultados desfavoráveis a Sócrates para que a fortaleza começasse a abanar.
A ministra da Educação e os deputados socialistas deram o seu contributo para o abanão e embrulharam-se numa trapalhada, a propósito das faltas dos alunos, que deixou a nu as fragilidades de uma política educativa dúbia, inconsequente e feita de remendos ideológicos produzidos pelos teóricos do eduquês que sobreviveram às purgas ocorridas nos últimos anos nas estruturas centrais do ministério.
Um país em que as grandes notícias do dia giram à volta do absentismo dos alunos, ainda por cima menores de idade, só pode ser um país com graves dificuldades de desenvolvimento. A educação é uma área de consensos obrigatórios. O maior problema é que a dupla Lurdes & Valter desconhecem o sentido da palavra consenso. As políticas contraditórias do ministério que dirigem só têm gerado discórdia e crispação.
A tentativa recente de fazer crer aos portugueses que a Educação está melhor porque os resultados dos exames de Português ou outra qualquer disciplina melhoraram começa a entrar no domínio do ridículo. Toda a gente sabe que o grau de dificuldade dos exames foi reduzido precisamente para que os alunos pudessem obter notas mais elevadas.
E no entanto, a melhor notícia sobre o progresso da Língua Portuguesa é a de que, por mais que a dupla L&V se multiplique em declarações e desmentidos, a opinião pública tem maturidade suficiente para desmontar a maior parte das construções retóricas provenientes dos gabinetes de informação do governo.

Tetris humano

As margens do desejo

Dados oficiais Unión Provincial de Empresarios de la Construcción de Huelva (UPECO) referem que cerca de trinta empresas espanholas de construção civil investem fortemente no sul de Portugal, em especial na região do Algarve.
Segundo a notícia publicada no diário El País as construtoras encontraram no Algarve “uma paisagem muito similar à andaluza, com um grande potencial turístico por explorar e um preço de venda dos imóveis muito mais competitivo do que em Espanha”. Os motivos da deslocação dos investimentos para o nosso país prendem-se com a sobrevalorização do preço das casas em Espanha, a subida dos juros e a consequente quebra nas vendas.
Se estes são os motivos directamente ligados ao funcionamento dos mercados e ao problema da “bolha” especulativa que se vive no sector imobiliário em Espanha, outro motivo provocou a debandada em busca de novos territórios: o recente acordar da Junta de Andaluzia para a questão ambiental com a introdução dos planos de Ordenação Territorial de Andaluzia (POTA) e de Ordenação Territorial do Litoral Ocidental de Huelva (POTLOH).
Mesmo com tais constrangimentos ao apetite das imobiliárias e construtoras por solos virgens e preferencialmente baratos, aquilo que se tem feito nos últimos anos na margem esquerda do Guadiana, na vizinha Ayamonte, é algo que todos os especialistas com um mínimo de objectividade terão de classificar como um crime ambiental completamente desnecessário. A construção de centenas de prédios, de milhares de apartamentos de segunda habitação e a criação de localidades-fantasma, que só terão presença humana nos meses de Verão, são o resultado de políticas urbanísticas que se preocupam apenas com os benefícios imediatos esquecendo os prejuízos a médio e longo prazo.
Por enquanto a margem portuguesa do Guadiana não padece do “emparedamento” que afecta o lado espanhol. Não sabemos é quanto tempo vai conseguir resistir à pressão da especulação imobiliária, essa doença endémica que consegue adoptar variadas facetas e apresentar-se sempre como um factor de desenvolvimento e progresso para a população.
Se até agora apenas tínhamos os dinâmicos empresários locais da construção civil que ajudados pelos iluminados autarcas transformaram Monte Gordo num exemplo daquilo que se não deve fazer em matéria de construção e de planeamento urbano, nos próximos tempos passaremos a contar com os especializados promotores espanhóis que sabem muito melhor que nós como destruir e aniquilar qualquer paisagem natural, em especial todas aquelas que se encontram junto ao litoral.