segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Pesca de cerco

(Eilif Peterssen-Laksefiskeren (1889) - Wikipedia)

O Vilaquistão gosta de navegar sem rumo certo e sem destino previsto. Estas navegações fazem parte da busca de um conhecimento que nem sempre é visível à superfície das águas.
Vila Real de Santo António é uma cidade com larga tradição nas artes da pesca. Num passado longínquo até chegou a ter, pasme-se, um bacalhoeiro. Mas não é de bacalhau que hoje falamos. O nosso pensamento está mais virado para um tipo de pesca que tem por objectivo obter o máximo de capturas em cada lance efectuado – o cerco.
Na pesca de cerco a rede é colocada em volta de um cardume e o cabo do fundo pode ser puxado até formar um saco onde todo o peixe fica aprisionado.
Os actores principais da vida política concelhia aprenderam depressa os métodos mais eficazes de intimidação e pressão sobre os adversários, sobretudo sobre aqueles que imaginam ter alguma coisa a esconder.
Há meses atrás, por coincidência, deram entrada na Direcção Regional de Educação do Algarve dois pedidos de informação sobre uma autorização de acumulação de funções concedida por aquela entidade a um professor da Escola Básica D. José I que, por coincidência, é o presidente da secção concelhia do Partido Socialista, Álvaro Araújo.
A DREALG pediu pareceres à Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos (CADA) que, nos dois casos, decidiu favoravelmente aos interessados na informação sobre a “legalidade da acumulação” – uma jornalista do Postal do Algarve e um particular que depende profissionalmente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António.
Defendemos a transparência de todos os actos públicos e o direito à informação como pilares de uma sociedade mais democrática. Isso não nos impede de observar atentamente os meios utilizados para se alcançarem determinados fins.
Esperamos que o silêncio a que o PS se encontra remetido no plano informativo nada tenha a ver com a pesca de cerco.

2 comentários:

Anónimo disse...

A propósito da pesca ao cerco e das incompatibilidades dizia-me há dias um amigo, por sinal bem colocado nas hostes laranja, sabes porque é que o Álvaro não pode deixar de ser vereador? Porque a seguir vinha aquele de Cacela e os resultados na câmara deixavam de ser 4 a 3 e passavam a ser 5 a 2, com tendência para 6 a 1. Ainda deixavam o Murta a fazer oposição sozinho. O Luís já os tem quase todos debaixo do pé.

Anónimo disse...

é caso pra dizer vereador vende-se

ASS:esse mesmo