domingo, 13 de janeiro de 2008

365 dias

Trezentos e sessenta e cinco dias decorreram num ápice. Completar um ano de existência obriga-nos a fazer um balanço sintético do que de mais importante aconteceu desde o dia em que tivemos a ideia de nos lançarmos nesta aventura.
Pensamos que a experiência do Vilaquistão mostrou que VRSA tem dimensão suficiente para que este novo modelo de comunicação social – os blogues – ocupe um espaço que tem sido paulatinamente abandonado pelos velhos modelos, cada vez mais subordinados a pressões económicas e políticas.
A partir de hoje passamos a uma velocidade de cruzeiro, reduzimos gastos e poupamos energia, tão cara nos tempos que correm. Não é o final da aventura mas é uma espécie de “volto já!” sem prazo definido.
Esperamos que as quase 24.000 visitas que este blogue teve sejam um incentivo para todos aqueles que nos apoiaram e mesmo para os que sempre nos criticaram pela opção (claramente assumida) da utilização de pseudónimos.
Lançar um blogue é hoje uma operação de grande simplicidade. Juntar um grupo de amigos com vontade de o criar pode ser um primeiro passo. O difícil é escrever o primeiro artigo. Haja vontade.
Até já.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Pesca alternativa

Com as águas do Guadiana interditadas à maioria dos pescadores amadores vila-realenses há que procurar alternativas viáveis.
As ilhas dos Açores são uma possibilidade. Duas horas de viagem para lá, mais duas para cá e um mar rico em peixe à espera dos mais aventureiros. Convém tirar a licença de pesca numa das ilhas.
Por sua vez, o estreito de Gibraltar apresenta a vantagem da proximidade. Ao mesmo tempo, as probabilidades da captura de um grande tunídeo são elevadas.

Os Açores



O Estreito

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Fundamentalismo proibicionista

Um leitor questiona-se sobre a veracidade da proibição da pesca na margem portuguesa do Guadiana. Uma imagem vale por mil palavras.
Hoje à tarde, por volta das 17 horas, o molhe da barra de Vila Real de Santo António mostrava o aspecto que as imagens documentam.
O único pescador que observámos mergulhava livre de preocupações embora com todos os sentidos alerta.
2008 trouxe para VRSA a proibição de fumar em espaços fechados e a da pesca lúdica na margem direita da foz do rio Guadiana.
Compreendemos que barcos de pesca lúdica fundeados no canal de navegação possam ser um empecilho e um problema para a circulação do (quase inexistente) tráfego de embarcações mas é uma completa idiotice a medida absurda que proíbe inofensivos pescadores de passarem umas horas a dar banho à minhoca e a ocuparem o seu tempo livre numa actividade com séculos de tradição.


Norte

Sul

Mais norte

Mais sul

O único pescador

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Pesca proibida

Os sargos e os robalos do Guadiana gozam de um estatuto especial de protecção desde o início de 2008. As autoridades que fiscalizam o sector esperaram um ano para aplicar a nova lei que regula a pesca lúdica e proibiram a actividade ao longo da margem, incluindo todo o molhe da barra. Desta forma as capturas de sargos, robalos, douradas e corvinas passaram à história e a palavra proibido adquiriu um novo significado na vida quotidiana de centenas de vila-realenses.
Sem a presença quase permanente dos habituais pescadores, o molhe tem apresentado um ar desolador, dando a impressão de que estes preferem evitar o sofrimento da proximidade de um local especial, quase mágico, que desde sempre lhes permitiu gozar o seu tempo livre e praticar uma actividade saudável e propiciadora de momentos de grande alegria.
O problema em VRSA é o artigo 6.º da Portaria n.º 868/2006 de 29 de Agosto que interdita a pesca lúdica em barras, respectivos acessos e embocaduras; canais de acesso, canais de aproximação e canais estreitos em portos; canais balizados; a menos de 100 m de docas, portos de abrigo, embarcadouros, estaleiros de construção naval e estabelecimentos de aquicultura; portos de pesca e marinas de recreio e a menos de 100 m da zona de qualquer esgoto.

Como se vê, não sobra um metro na margem do Guadiana onde a pesca seja possível, restando a alternativa de pescar na costa onde os resultados serão sempre escassos. De acordo com a lei para pescar a pé, os pescadores vão ter de desembolsar entre cinco e 45 euros, consoante pretendam uma licença local ou nacional e para um mês, um ano ou três anos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

A lenta agonia das palmeiras

Chegaram a estar viçosas, com um verde que deixava a esperança de se terem habituado ao seu novo habitat. Uma ou outra teve problemas de adaptação e foi rapidamente substituída.

Nos dias que correm, neste início de 2008, a sua cor e aspecto geral causa alguma inquietação e a impressão que deixam a quem as observa com olhos de ver é a de uma agonia contagiosa que as leva, pouco a pouco, a perder as folhas e a secar irremediavelmente.
As caras e portentosas palmeiras da Avenida da República de Vila Real de Santo António foram adquiridas e transplantadas na altura da remodelação daquela artéria vila-realense há alguns anos atrás e algo de menos bom está a acontecer-lhes.
Esperemos que os técnicos especialistas em doenças de plantas (exóticas?) consigam debelar o mal a tempo.

domingo, 6 de janeiro de 2008

VRSA na imprensa

Algarve tem fumadores a mais
«Na região, as consultas públicas de apoio aos fumadores estão ainda no princípio: existentes no Hospital de Faro desde Janeiro de 2003, e em Tavira desde Maio de 2006, só há poucos meses se começaram a alargar a outras zonas.
Os centros de saúde de Vila Real de Santo António, São Brás de Alportel e Olhão têm consultas desde há alguns meses e a eles se juntará neste início de ano o centro de saúde de Loulé.»

(Notícia completa no Observatório do Algarve)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

A lápide do Bispo Juliano

A oportunidade de visitar uma exposição internacional onde um achado arqueológico descoberto no nosso concelho é uma das peças em destaque é um acontecimento extremamente raro.
Acontece nos próximos dias, até 27 de Janeiro. Trata-se nada mais nada menos do que a lápide funerária em mármore do Bispo Juliano, datada de 21 de Março de 991, encontrada provavelmente no lugar da Fonte Santa em Vila Nova de Cacela.
Nem sempre é possível ver a lápide em Lisboa no Museu Nacional de Arqueologia, de cujo inventário faz parte, por isso, se tiver tempo e oportunidade, dê um saltinho ali já ao Rio, ao Centro Cultural Banco do Brasil, na rua Primeiro de Março, 66. O espaço abre de terça a domingo, das 10h às 21h e a entrada é grátis.

Se não tiver tempo para se deslocar ao Rio de Janeiro ainda está a tempo de visitar a excelente e bem conseguida exposição temática "Indústria Conserveira em Vila Real de Santo António", no Arquivo Histórico Municipal, aberto de segunda a sexta-feira das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 16h30.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

2008 com mais festas e mais foguetes



Vila Real de Santo António não terá em 2008 os empregos que a sua população jovem desempregada tanto necessita. Os hotéis e campos de golfe tardam em gerar os prometidos empregos. Com o sector público amarrado às restrições orçamentais e impossibilitado de criar postos de trabalho, só as empresas municipais poderão dar emprego a alguns boys e contribuir para a melhoria dos magros rendimentos familiares.
Entretanto o programa de festas e foguetes da autarquia para 2008 é algo que não irá ser deixado ao acaso sendo novamente uma marca distintiva da gestão “social-democrata mais um” .
Uma fonte próxima do executivo garantiu-nos que os fogos da passagem de ano de 2008 para 2009 serão inesquecíveis, tendo sido enviado discretamente a Taiwan um “olheiro” que trouxe o vídeo que hoje divulgamos.
O gabinete de apoio estará já em negociações com os proprietários dos prédios mais elevados de Monte Gordo para auscultar a receptividade a uma proposta de espectáculo deste género. No entanto, uma facção do PSD, que desde a primeira hora discorda da celebração da festa principal em Monte Gordo, indicou já o farol de VRSA como o local mais apropriado para o fogo-de-artifício.